sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Cabelos como lhes quero!

Prometo por tudo o que há de mais sagrado que, para compensar a leitura enorme e cansativa que vocês tiveram no post anterior, vou tentar ser breve e eficiente (jura né).
 Galera... PINTEI MEUS CABELINHOS AMADINHOS E LINDINHOS!  Yeesss, é bem o que vocês leram. Fiquei esperando por esse dia desde o começo do mês... Ai Luana, se tu queria tanto por que não pintou antes? Simples, por que sou pobre e resolvi que se eu pintasse 3 dias antes das aulas começarem meu hair ainda estaria com toda a sua cor e eu não precisaria pintar desnecessariamente nas férias (as quais eu nem sai de casa).
 Minha ideia era pintar de ruivo laranja (para quem não entendeu nas tinturas tem o ruivo vermelho e o ruivo laranja), porque o vermelho eu já pintei uma vez, e por mais que tenha gostado queria tentar algo diferente. Pois bem, fui lá e no fim sai com um ruivo meio a meio. AI MEU DEUS COMO ASSIM? Calma gente, não sai o bicho não, pelo menos nem tanto. Sei lá se foi porque misturamos duas tintas (loiro acobreado e um ruivo vermelho lá) mas meu cabelo na luz natural está ruivo vermelho, e no sol puxa umas nuances pro laranja. Para todos os efeitos, estou ruiva, só não sei qual tipo.
 Passei todo esse processo com a companhia maravilhosa da minha morena Helen Sanderson, e depois tiramos umas fotos bizarras que eu precisava para posteriormente.  Tínhamos tantos assuntos para colocar em dia que nem vi os 45 minutos passarem, para mim foram 10. Depois de lavados e secados, não pude deixar de olhar no espelho e com um sorriso pensar: ai está, me encontrei de novo.
 Sim sim sim, exatamente isso. Todos que me conhecem sabem que não sou fã de cabelo loiro (em mim gente, nas outras pessoas tanto faz). Ah mas tu descoloriu ano passado. Sim, fiz essa potcheca e um mês depois tava pintando de castanho escuro. Apesar de ser loira naturalmente, nunca me gostei com essa cor de cabelo, sempre achei que não era "eu". Cores escuras nos meus cabelos são as que eu gosto, as que me identifico. Mas o vermelho? Ah... O vermelho é uma paixão.
 Digo paixão porque apesar de ser cansativo e caro de manter (por desbotar muito rápido), ele é total e inexplicavelmente eu. O vermelho é uma cor forte, que se destaca, e que passa todas as impressões possíveis para quem o vê - menos fragilidade. E não sei, uma parte de mim é bem desse jeito: quer ser forte, quer ser grande, e nunca passar a sensação de que precisa de cuidados. No fundo, creio que o amadurecer precoce por ter que cuidar do meu pai e do meu irmão logo depois da separação dos meus pais trouxe a tona essa face da minha personalidade. E por isso gosto tanto do vermelho no meu cabelo.
 Meu pai e todo mundo que conheço (menos a gabi bastos) dizem que de tanto eu mexer nos meus cabelos um dia eles vão cair e vou ficar careca. Mas não me preocupo, porque cabelo cresce de novo. Porra, se tem até no cu é porque não é algo tão especial assim né? Além do mais, se eu ficar careca e não crescer mais, existem perucas (e eu ia me divertir mudando de cabelo a vontade, com certeza)
 Delonguei um pouco? Perdoem-me, muita coisa pra contar. Vou terminando por aqui porque amanhã o pai me acorda cedo para nós irmos ao mercado (se não é uma mulher para ir junto comprar as comidas só trazem arroz, pão e feijão. E olhe lá).

Um beijo enooorme e um ótimo fim de semana! (meu último de férias, falando nisso).

Assim gente, parem de julgar. Essa foto tá nua e crua, sem um pingo de photoshop, por isso dá para ver a mancha da tinta na minha testa, minhas espinhas e olheiras e etc. Meu pai diz que a gente não deve ficar dizendo o que tem de errado nas fotos porque as pessoas só percebem quando tu fala, mas eu falo para quem perceber já saiba que eu já vi tudo isso ok! No sol a cor dele muda para alaranjado, e na luz natural fica assim. Vou entender esse cabelo... Mas amei! 


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Amores incondicionais

Hoje não vou falar futilidades, mas também não vou falar sobre eu mesma. Vou falar dos amores da minha vida, os únicos que me preenchem em todos os momentos.
  Quero lhes apresentar Mitsi e Monstrinha, duas gatas com personalidades completamente diferentes. Enquanto Mitsi é velha, quieta e não muito fã de interação social, Monstrinha é uma bebê hiperativa carente e que ama morder, correr e incomodar. Apesar de suas alternâncias, aos poucos as duas estão se acostumando uma com a outra e aprendendo a conviver sem brigas.
 Mas a família não acaba por ai. Também quero que conheçam Gordinho e Atena, respectivamente o machão mais covarde de todos e a donzela mais espoleta já vista. Gordinho tem medo de tudo e de todos, não mete uma pata pra frente sem antes pensar duas vezes. Atena, por sua vez, faz com que seu companheiro a siga por aventuras e perca o medo, pois a mesma tem a coragem de um leão. Por vezes ele tem que subir em lugares meio altos para ter um pouquinho de descanso, pois a espoleta não para um minuto - a não ser quando vê o pote cheio d'água. Dai ela sai correndo, enfia as duas patas dianteiras dentro do pote e começa a "cavar" na água. Vai entender.
 Os quatro são minhas paixões, não tem um momento sequer que eu esteja triste que eu não vá junto a eles e os mesmos me façam dar altas risadas. Eles acalmam meu coração. Mas a pouco tempo descobri que grandes amores nos trazem grandes preocupações. Creio que não dá para você ter um sentimento tão bom sem um oposto de mesma intensidade para equilibrar.
 Se não me engano no penúltimo post (preguiça de ir conferir) falei para vocês que o Gordinho e a Atena tinham sumido, lembram-se? Pois bem, passaram-se três dias sem que os aventureiros dessem as caras por aqui, e na minha vizinhança cachorro ou gato perdido só tem dois destinos: ou morrem por envenenamento ou são presos. Estava realmente muito triste e sentindo tanto a falta deles que a 2 noites atrás não consegui dormir, pois como a janela do meu quarto fica a apenas um andar acima da casinha deles, eu ouvia suas bagunças de madrugada e aquilo era a minha "canção de ninar".
 Naquela noite fiquei tão triste por eles não voltarem que chorei a noite inteira com dor no coração - literalmente, até agora to pensando se não tive o começo de um ataque cardíaco, pois tive todos os sintomas de um (dor no peito, no braço, enjoo, tontura...) - até conseguir dormir. De meio dia, quando meu pai me acordou, ele disse: tem duas surpresas lá embaixo puramente enlameadas te esperando. Saí correndo e quando vi... O meu casal de aventureiros tinha voltado! Passei a tarde inteira brincando com eles e matando a saudade... Lembrei de uma frase que se encaixa literalmente nesse contexto: "Depois da chuva sempre vem o arco-íris". Foram três dias de chuva, e quando fez sol, meus arco-íris voltaram pra casa e coloriram o cinza que tinha ficado no meu coração.
 Mas agora... Agora minha Monstrinha me preocupa. Meu anjinho está tendo diarréia mesmo comendo somente ração. E não me preocuparia tanto já que ela ainda tá super ativa, brincalhona e etc, se já não tivesse visto um dos meus bebês ter um desses sintomas e no fim morrer.
 Max era o nome do meu cachorrinho, um bebê lindo e animado que adorava lamber. Um dia Max foi ficando quietinho, retraído, com diarréias... Foi levado para a Veterinária da UPF e lá constataram que ele tinha uma doença que ainda não tinha cura (desculpem, não lembro o nome). Demos remédios, colocamos fraudas porque ele não controlava mais seu intestino e bexiga, e aos poucos víamos nosso bebê definhar, emagrecer, vomitar qualquer coisa que lhe dávamos para comer. Tivemos de começar a dar vitaminas líquidas por uma seringa na garganta dele e água da mesma forma para ele não desidratar. Trocávamos sua fralda e lavava-o no mínimo umas 5x por dia. Chegou um momento em que Max era somente pele e ossos, literalmente. Não tinha mais forças para andar, para resmungar, sua carinha era deprimida e cansada.
 Levamos Max mais uma vez na Veterinária da UPF e imploramos para que fizessem alguma coisa. O doutor disse que eles tinham em andamento um estudo experimental, um remédio ainda na fase de experiências para aquela doença, e que se quiséssemos, poderíamos deixar Max entrar nesse programa. Sabíamos que as chances de dar certo não eram boas, mas aceitamos, pois era ele morrer em nossas mãos inúteis ou morrer em mãos que tentavam salvá-lo.
 Ao lembrar dessa próxima cena, eu não tenho como não me emocionar. Porque eu sinto toda a dor de um bebê, um cachorrinho inocente e lindo que foi escolhido injustamente por essa doença cruel. O doutor pediu para que colocássemos Max em cima da mesa, e quando o fiz, ele tremia de medo, e por isso mantive-me o mais próxima possível da mesa para que seu corpinho ficasse junto ao meu, e ele se acalmou um pouco quando o abracei. Tive de me separar quando tiraram sua fralda, e lá estava aquele olhar envergonhado e triste do meu bebê. Ele olhava para nós como se dissesse "eu não consegui controlar, desculpem pela sujeira de novo...". E eu, fraca, comecei a chorar nesse momento porque ele estava com medo, sujo, triste, envergonhado e exposto naquela mesa.
 Eu me culpo até hoje por meu pai ter que me conduzir até o banheiro para que eu pudesse lavar minhas mãos e depois meus olhos. Me culpo por não ter ficado do lado de quem mais precisava de mim naquela hora. Minutos depois eles colocaram o Max numa caixa de metal para transportá-lo até uma para uma área isolada sem correr o risco de contagiar os outros cachorros. Aquela foi a última vez que o vi, pois três dias depois meu pai recebeu uma ligação dizendo que o Max tinha morrido.
 Max ficou pouco tempo conosco, mas o suficiente para entrar no meu coração para sempre. Creio que Deus o colocou em minha vida apenas para me mostrar que por mais que estejamos sofrendo, por mais que a doença seja cruel e nos faça perder a dignidade, a força, a alegria... Nós precisamos ter forças. Aquele cãozinho me mostrou isso no dia em que estávamos na UPF para pegar a receita dos remédios dele, e eu o coloquei no chão,  me afastei um pouco e fiquei chamando ele. No começo ele hesitava, me olhava triste como se dissesse "não sei se consigo ir até você". Mas no fim, depois de uns minutos ele juntava todas as forças e dava uns passinhos fracos e bamboleantes. Mas vinha ao meu encontro. E eu lembro que quando ele chegava, eu o pegava no colo, enchia de beijos e comemorava como se fosse a coisa mais importante do mundo. E era... Max foi meu mundo e meu maior  exemplo de força na adversidade. E quando ele via que eu ficava feliz por gestos tão singelos dele, ele dava uma lambidinha no meu rosto como forma de agradecimento pela alegria.
 Nesse quesito ainda tenho uma grande mágoa com Deus por deixar isso acontecer com um bebê. Sei que Ele tem seus propósitos e não cabe a mim sabê-los ou tentar descobrir, mas por vezes não gostamos do jeito que as coisas ocorrem. Max me fez crescer muito como pessoa, me fez ver que nem o maior mal das nossas vidas pode tirar alguns momentos de felicidade, e que nós deixamos partes preciosas de nós mesmos nos outros para sempre. Ele me deu seu coraçãozinho, e eu o cuido até hoje.
 Agora Monstrinha também está com diarréia, mas ainda com animação total, porém estou com medo de que seja a mesma doença. Oro a Deus que não deixe isso acontecer de novo, porque ainda não me curei de uma dor de anos atrás, e não sei se suporto ver outro bebê definhar na minha frente.

Creio que a única profissão que eu jamais poderei exercer é a de veterinária. Sofro demais pelos bichinhos hahaha.

Um beijo enorme para os corajosos que leram esse livro que escrevi!

  Menininha do meu coração
Eu só quero você
A três palmos do chão
Menininha, não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção
Senhorinha levada
Batendo palminha
Fingindo assustada
Do bicho-papão


Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver
Fique assim, meu amor
Sem crescer
Porque o mundo é ruim, é ruim
E você vai sofrer de repente
Uma desilusão
Porque a vida é somente
Teu bicho-papão


Fique assim, fique assim
Sempre assim
E se lembre de mim
Pelas coisas que eu dei
E também não se esqueça de mim
Quando você souber enfim
De tudo o que eu amei

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Preparar, apontar e... Ação!

 Eu não disse que iria fazer um segundo post ainda hoje? Vamos lá, de qualquer forma tenho que dar uma apressada aqui, por isso vou tentar ser econômica nas palavras (não vou conseguir, mas que seja).

 Vocês devem ter estranhado o título do post, mas é bem nessas mesmo. Com a iminência do começo das aulas na próxima segunda feira, vou começar toda uma preparação para que esse ano letivo seja bem diferente do ano passado. Quero apontar para o meu futuro, focar nos estudos e ir com tudo.
 Mas chega dessa baboseira clichezada que todo mundo ouve no começo do ano e que ninguém acredita. Mas sério, vou realmente fazer tudo isso, até porque é terceirão não é? É "agora ou nunca". Vamos a lista que fiz:

NÚMERO 1: Como sabem, tenho ido dormir tarde da madrugada e acordado normalmente as 14:30 pra mais. Então, nessa semana, vou mudando aos poucos meus horários: hoje, vou ir dormir a 1h da madrugs, e acordarei as 11h da manhã. Vou fazer bastante exercícios amanhã para gastar energia e de noite ir dormir a meia noite, para acordar as 10h da manhã. No dia seguinte a mesma coisa, irei dormir as 23h e vou acordar as 9h. E nos próximos dias até domingo vou dormir as 22h e acordar as 9h da manhã (por que também não sou louca de acordar as 6 da manhã em plenas férias né galera, pelo amor de Deus).
 Meu objetivo com isso é me acostumar a dormir as 22h, porque se eu dormir exatamente nesse horário vou ter exatas 8 horas de sono e não ficarei cansada nas aulas (parcialmente, mas ainda assim melhor do que ir dormir as 3 da manhã pra acordar as 6h)

NÚMERO 2: A partir de amanhã vou começar a fazer exercícios físicos para gastar minha energia e me preparar pra começar a academia semana que vem. "Ai Luana que bobagem essa de se preparar pra academia". Gente, vocês não tão ligados quando eu digo que eu volto praticamente com taquicardia só de uma caminhadinha ida e volta da minha casa até o centro. Vou começar com 50 abdominais e uma caminhada até a praça Sta. Terezinha, onde darei umas três voltas correndo e depois volto pra casa. Bem leve pra não morrer jovem.

NÚMERO 3: Também vou começar a melhorar minha alimentação. Dizem que comida saudável é igual a cabelo saudável, e como vou pintar o meu sexta, vou começar a dar mais nutrientes para ele, já que o coitadinho vai tomar um choque bem grande depois de 2 meses sem química nenhuma. Também espero que meu corpo melhore com a alimentação saudável. Normalmente nunca me preocupei com as frescuras de cremes e etc, mas vai que adianta alguma coisa. Vou começar a passar um creme nos cabelos e no corpo um creme hidratante. Não que eu ache que realmente vai mudar alguma coisa né.

NÚMERO 4: Quarto vai ser limpo regularmente a cada final de semana. Como não tenho tempo pra nada durante a semana, vou deixar para os sábados ou domingos, pra que não ocorra de eu perder folhas importantes, livros e materiais como aconteceu ano passado (e que eu encontrei tudo esse ano).

NÚMERO 5: Todos os dias, quando eu chegar do colégio, vou pegar os cadernos das matérias que tive naquele dia e revisar o conteúdo dado. No ano passado fui deixando e deixando e no fim tinha tanta coisa sobrecarregada que não dei conta e quase me estripei no fim de ano. Passei raspando na maioria das matérias.

NÚMERO 6: Não deixar ignorantes ou idiotas me afetarem. Esse foi um erro crucial que cometi ano passado, deixando que certas pessoas me incomodassem. A ordem desse ano é ignorar e focar no objetivo de estudar, porque lixo é lixo e não muda! Impressionante isso! Encontrei essa imagem agora e que combina perfeitamente com esse item da lista:
HEHEHE

Não lembro de mais nada relevante pra essa lista agora, mas se lembrar faço outro post como continuação. Até porque quero dar uma lidinha numas fics que curto antes de ir pra cama; já é 00:40, só tenho 20 minutos até meu tempo acabar.

Um feliz aniversário enooorme para minha  prima Paola linda e maravilhosa que está fazendo aniversário hoje e que estará casando dia 02/03. Ah, como eu queria estar ai para lhe dar um abraço bem apertado! Saudades de ti!

Beijão galera, até o próximo post :*


Encarando a realidade

Heeey galera! 
 Nossa ein, fiquei tri surpresa quando entrei no blog. As estatísticas estão lá em cima sem eu ficar divulgando no face nem nada. Muito obrigada, fizeram da minha noite bem mais alegre! Aproveitando que a Monstrinha tá num sono bagual aqui do lado vou digitar a vontade, sem ela me morder e tal. 
 Depois de travar uma luta consegui saber a data que realmente começam as aulas... Ai Luana, por que tão difícil? Uma que educação é palavra desconhecida para alguns que não se prestaram a responder quando perguntei, e outra que a maior parte da UPF tava de férias, então tive que ligar até pra Dilma para saber a data. Mas que nada, hoje aproveitei que o pessoal do Integrado voltou das férias e meti umas verdades dizendo que o site estava totalmente desatualizado. Mas credo! 
 Aproveitei também pra ligar pras livrarias para ver quanto está custando um livro que eu tenho aqui pra vender - aliás, fazendo um apêndice sobre esse assunto: para os interessados estou vendendo o livro AMERICAN HEADWAY 1B - 2ª ed. usado no nível II de inglês do Integrado UPF! Preço: R$ 45,00. (preço nas livrarias: R$ 90,00) entrar em contato pelo fone (54) 8100-2740. 
 Fui à minha cabeleireira hoje marcar minha pintura de cabelo, ficou pra sexta as 10:30! Queria marcar o mais próximo possível do começo das aulas, para não ficar com o cabelo novo enfurnada dentro de casa nas férias e ter que retocar logo. Vai sair meio caro, mas como depois eu retoco em casa, não tem muito drama. 
 Estou meio triste porque minha Atena e meu Gordinho (meus cachorros) foram soltos ontem e acharam um buraco na cerca, por onde fugiram. Único problema é que eles sempre ficavam só passeando pela frente da casa, e até agora não apareceram... Pior que nem estou chateada com eles, é com as pessoas que não ficaram cuidando para que eles não saíssem do pátio. 
 E por fim, sabe quando tu cansa de ficar dizendo as coisas com palavras delicadas? Então... Fazia muito tempo que eu vinha tentando ser o mais cuidadosa possível com as palavras para não magoar um amigo, mas no fim das contas quando vi que não estava adiantando nada, que ele estava mais imaturo ainda, larguei de mão e disse as verdades como elas são: duras e ruins. Brigamos, acho que ele ficou chateado, mas se isso fizer ele enxergar a realidade das coisas e amadurecer,  e mais, se parar de fugir e ao invés disso lutar, então ficarei feliz mesmo que ele não queira mais falar comigo. 
É incrível como as pessoas que mais fazem diferença na nossa vida são aquelas que nos fazem enxergar coisas que não queremos, para nosso próprio bem. Sei disso por experiência própria, fiquei um ano magoada e ressentida com minha mãe até entender que ela queria me dizer que a forma como eu era ainda não era bastante forte pra encarar a realidade, que eu precisava levantar a cabeça e lutar minhas próprias batalhas. 
Antes, se eu via alguém vivendo num "mundo cor-de-rosa" deixava e não me preocupava. Agora, se eu vejo um amigo assim, quero o preparar pra ver que para sentir o perfume das flores primeiro tem que sujar as mãos de terra. Essa é uma parte nova que estou construindo em mim: sinceridade, apoio e força, por mais que a realidade seja difícil. 
Por último, um feliz aniversário enorme para um dos meus melhores amigos, Luiz Guilherme! Nem sei se ele lê ou não meu blog, mas não tem problema.

Beijão, continuem acompanhando, acho que ainda essa noite faço um novo post sobre a limpeza do meu quarto e a preparação para a volta das aulas.  


Volta pra mim Atena! Você e o Gordinho são minha alegria :/ 

  

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Limpeza? Talvez segunda, e olhe lá!

Caramba, eu não posso nem ouvir a palavra "limpeza" que já me desespero. Pelo menos nem hoje e nem amanhã.

Gente, eu to com tanta dor nas pernas... Vocês não tem noção, chega a latejar. Passei hoje das 14h as 20h limpando a igreja nova - SIM! Finalmente saímos da garagem onde acontecia os cultos a 2 anos porque agora a parte de baixo da nossa nova igreja ficou pronta! - e vocês não imaginam o quanto de coisa tinha para limpar, sem falar na mudança que fizemos com as coisas de um local para o outro.
 Primeiro tivemos que lavar (com esponjinha meus queridos!) mais de 200 cadeiras, umas 10 mesas e colchonetes que estavam empoeirados. Depois esfregar o chão da igreja (que não é pequena) e puxar com o rodo umas 30x pra sair toda água, ainda lavamos cozinha, banheiros, salas... Deus me livre.
 E pra finalizar, nada como ter que trazer todos os instrumentos, móveis da salinha das crianças, geladeira, armários, púlpito, caixas de som e comidas. Vocês NÃO CALCULAM o quanto eu to acabada. Nem preciso dizer que meu quarto ainda não foi limpo; pensava em limpar ele todinho hoje mas não rolou.
 Aliás, ontem minha amiga veio aqui em casa, e do nada me deu uma vontade de fazer uma limpa no meu guarda roupa! Foi perigoso o negócio. E curti bastante, porque tinha muuuuita roupa que eu ia guardando porque pensava "algum dia vou usar" e nunca usava... Fui tirando tudo do guarda roupa, e como minha amiga tava junto, mandei ela provar o que eu fosse separando e se servisse, que levasse. Ainda me sugeriu pra que eu vende-se, mas é muita mão.
 Depois, meu pai nos buscou aqui em casa e fomos num churrasco dos colegas de trabalho dele. Caaaaara, muito legal! Tinha uns jovens lá também, nem preciso dizer que meu pai queimou meu filme legal com aquelas brincadeiras de "é pretendente" e "senta lá do lado". Mas me deu uma vontade de queimar ele também!
 Nesse churrasco, um dos amigos do pai puxou uma viola de 12 cordas (é VIOLA, não violão, tem diferença) e começou a tocar umas músicas tri antigas, e todo mundo cantava junto... Muito gostoso! Depois os filhos desse colega puxaram umas músicas mais novas, bem legal também, e pediram para que eu e a Gabi cantássemos também, mas não conhecíamos nenhuma que desse continuidade pro clima, dai passamos a vez.
 De ontem e hoje só posso dizer que curti demais... Ontem, os colegas do pai foram muito queridos, e hoje, me diverti pacas com o pessoal lá da igreja. Além de limparmos, pra não cair no tédio vez ou outra alguém jogava um balde d'água só de sacanagem ou passavam o lava-jato em nós. Que folia!

Vou tirar umas fotos hoje no culto de abertura e no próximo post mostro para vocês como ficou legal. Boa noite, beijão!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Limpando o mundo parte 1

 São 03:30 da madrugada e eu nem deveria estar aqui, se meu pai acorda eu to FU****
 Alguém lembra do primeiro post que eu escrevi? Eu tinha escrito o propósito do blog e também uma foto, onde eu mais ou menos mostrava como tava a situação do meu quarto (clique aqui para ver a foto). Lembro que na legenda eu coloquei algo do tipo "a bagunça do quarto é proporcional a bagunça na vida".
 Pois bem. Óbvio que eu arrumei meu quarto algumas vezes depois dessa foto, mas sempre era: guarda - roupa, chão e cama. Nunca tinha colocado um dedo na minha escrivaninha. Sabe, tava tão cheia de coisas (cheia pra caralho, meu Deus) e eu sabia que acabaria só mudando as coisas de lugar, que nem me dava o trabalho de arruma-la. Simplesmente a ignorava. Dai hoje, novamente meu quarto tava uma porquice, resolvi que iria arruma-lo. Mas arruma-lo por inteiro. O que significava enfrentar a escrivaninha que fazia mais de um ano que nem olhava para ela, simplesmente ia atirando as coisas em cima.

 E decidi, que ao invés de mexer nas coisas com o pensamento "eu posso usar isso um dia", eu iria simplesmente me fazer a seguinte pergunta: há quanto tempo eu não uso isso? Tenho motivos para usá-lo agora? Se a resposta para primeira fosse "há MUITO tempo" e para a segunda "até o momento não", eu colocaria fora sem dó nem piedade.
E foi o que fiz. Por praticamente duas horas e meia tirei cobras e lagartos dai: coloquei fora minhas folhas da matéria do primeiro ano, todas as provas do segundo e primeiro ano, quinquilharias estragadas, coisas que fui atirando pensando em um dia utiliza-las e nunca o fiz... Aproveitei e peguei todas as mil caixinhas que foram colocando no meu quarto com a desculpa de "guarda tuas coisinhas" e também meti no lixo.
 Sabem, no meio de tudo isso fiquei bem nostálgica. Encontrei umas 3 cartinhas de declarações de amor; duas de quando eu estava no ensino fundamental e uma de uns 2 anos atrás. Encontrei uma cartinha de uma amiga que foi para outra cidade e a muito tempo não a vejo, e fiquei saudosa, lembrando das nossas brincadeiras.
 Encontrei fotos também - e bastante fotos, devo dizer. A maioria era da minha mãe comigo ou com meu irmão quando éramos mais novos. Fiquei com tanta saudade daquela época, do riso fácil e dos chamegos, de receber todos os dias o querido "colo de mãe". Coloquei uma das fotos num porta - retrato e deixei do lado da minha cama. As outras fotos eram de uma apresentação do ensino fundamental, onde cantei pela primeira vez para um público que não era da Igreja, e do grupo do Jiu-Jitsu (que pela cor da minha faixa era quando éramos iniciantes ainda). Aprendi tanta coisa lá! Creio que não seria nem metade da pessoa que sou hoje se não tivesse tido esse tempo com aquelas pessoas as quais chamo carinhosamente como "minha segunda família". Mas vou deixar para contar pra vocês a minha história com o Jiu-Jitsu num outro post, se não me alongaria demais aqui.
 Finalmente cheguei na parte onde eu vi umas cartas do meu namoro que eu tinha guardado dentro de uma caixinha - baú que também tinha ganhado de presente do meu ex. Ahahaha. Lembram que eu estava bem nostálgica? Esse sentimento se esvaiu quando eu comecei a ler aquilo. Olha, para quem ainda tem dúvidas, eu e meu ex somos amigos, conversamos frequentemente, sem drama nenhum. Mas perai né, toda garota tem o direito de sentir um pouco de raiva lendo certas coisas. Enfim, aquilo foi pro lixo também. Deixei o baúzinho, contudo, porque tava precisando de um lugar pra guardar minhas coisas de pintar unhas.
 Nem preciso dizer que a limpeza com raiva sarcástica foi muito mais eficiente do que nostálgica. Fui enfiando o lixaredo nas sacolas sem nem olhar duas vezes. Fiquei com vontade de me espancar numa hora, porque encontrei o que tive que ficar pedindo para os outros ano passado inteiro:  3 réguas, 1 tesoura, 2 transferidores (sendo que comprei mais um esse ano porque tinha perdido o que comprei ano passado), lápis, canetas, borracha... Três palavras em um  sentimento: mas que merda.
  Também arranquei os dois posteres que estavam grudados na minha parede desde minha 8ª série: um do Paramore e outro da Avril Lavigne. Enfim, toda essa quinquilharia que tirei da minha escrivaninha se resumiu em nada mais nada menos que CINCO FUCKING SACOLAS DE LIXO. Na boa, nem eu acreditei quando vi. Estão ansiosos para verem o "depois"? Eu amei ter tirado uma foto do "antes", me deu um orgulho de mim mesma ficar mostrando as fotos pro meu pai que vive reclamando da minha bagunça... Ai vai:
OLHA QUE COISA MAIS FUCK LINDA DA VIDA
Tive que, infelizmente, deixar o resto do quarto pra.. Bem, hoje, já que são 04:12 da manhã já. Mas o mais importante é que sinto que com todo aquele lixo, saiu também um baita peso de mim, porque me fez sentir que agora sim algo importante mudou. Agora sim, 2013 vai ser nem que minimamente diferente, porque no meu mundinho (como gosto de chamar meu quarto) eu enfrentei o que mais temia, a escrivaninha. 
 Nos próximos dias estarei ocupada até meu último fio de cabelo na arrumação do meu quarto, então não adianta convidar para programa nenhum, indisponível até deixar aquilo nos trinques! 
Hoje, a luta vai ser embaixo da minha cama e de preferencia o chão inteiro do meu quarto. Passar o aspirador de pó e um pano molhado. Amanhã, por fim, partirei para a batalha final com o meu guarda-roupa, e dai mostro pra vocês o antes e depois do quarto inteiro! 

Um beijo bem grande, buena noche! ou bueno dia, para vocês que estão lendo isso de dia hahaha

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

S.O.S, elas perderam o juízo!

Eu ia postar isso como uma frase no facebook, mas a indignação foi ficando tão fluente que virou um texto. Dai pensei que daria um bom post, ai vai:
 Garotas frequentadoras assíduas de festas, me respondam: porque diabos, nas festas e formaturas de outras pessoas em que vocês são apenas convidadas, vocês usam vestidos lindos e estão bem maquiadas, e quando há uma festa (por exemplo as suas próprias formaturas) onde VOCÊS são as "protagonistas", usam umas roupas e maquiagens tão feias? Que deixam garotas de corpo esbelto parecendo um depósito de banhas e outras com um rosto lindo parecendo o próprio Hulk?
 Não sou especialista nisso, não sou fã de festas, saltos, maquiagens, jóias e tudo o mais, mas até eu sei que as vezes, menos é mais! E sabe, me impressiono porque as vezes são vestidos belíssimos, mas que não foram feitos para aquele corpo... Mas não, elas insistem em usar. Pra quê garotas, pra quê? Tenham um senso de discernimento mínimo quando provarem uma roupa para saber se fica boa ou não. Não adianta o vestido ser lindo e caro de morrer se não fica bem no teu corpo. As vezes um vestido mais simples fica 100x melhor.
 E o mesmo vale pra maquiagem (nem precisaria falar porque já estamos carecas de saber né?). Garotos NÃO GOSTAM de garotas que se entopem de sombra escura, três quilos de corretivo e duas camadas de pó. Quando tu deita a cabeça no ombro dele, e depois levanta e ele percebe que tem pó de rosto no terno que ele alugou, meninas, eles se piram.
  Sabe aquela maquiagem super básica que tu faz todo o dia pra ir pra escola? Aquela que é só pra cobrir um pouco as espinhas, dar uma cor saudável pro rosto e esconder as olheiras? Faça ela e adicione um batom que, se for forte, a sombra tu faz clarinha, e se for fraco, pode fazer a sombra um pouco mais escura. Mas por favor, não me façam aquelas potchecas de passar um batom vermelho, a sombra preta e usar todo o blush existente na face da terra. Não, não e não! Aquilo assusta! Na boa, eu sinto vergonha alheia. Eu fico pensando o quanto aquela garota está passando vergonha e tenho uma vontade imensa de leva-la no banheiro pra ela tirar um pouco daquilo tudo, só pra não queimar tanto assim sua imagem.
 Gurias... Eu vi tanto disso nesse fim de ano, meninas que eu conheço e acho lindas fazerem essas cagadas. E antes que me atirem pedras, vou dizer que não é só minha opinião individual ok? E muito menos de outras gurias (porque mulher é um bicho foda, convenhamos, pode ter achado a outra linda mas não admite!). Eu cresci toda a minha adolescência vivendo com homens (meus dois irmãos e meu pai). Por causa disso, eu não tenho medo de dizer que uma guria está ou não bonita, e também aprendi tarde - e sozinha - a usar maquiagem e brincos, porque na opinião deles, eu não precisava de nada disso. Mas como toda boa mulher eu descartei esse conselho porque quando eu descobri a maquiagem minha imagem com o sexo masculino melhorou 100% (eu era aquela adolescente espinhenta que nenhum dos garotos se dignava a olhar pela segunda vez).
 Enfim, graças a Deus agora a única razão de eu usar maquiagem é para cobrir minhas olheiras (porque você não é um verdadeiro aluno Integrado até ter olheiras permanentes). Adeus espinhas. O que eu quero dizer com isso, é que eu conheço melhor do que muitas garotas a opinião dos homens, porque se eu tenho dúvida na roupa pra ir em um encontro, eu peço para meus irmãos e eles me dão o conselho certo! E acreditem, eu sempre venho com duas opções: uma meio extravagante que muitas iriam gritar: É ESSA! E outra mais simples, que é a que eles normalmente escolhem. Homens, garotos, o que você quiser do sexo masculino, não gostam de informação demais no look! Eles são simples e práticos!
 Ai Luana, mas então eu devo parar de usar minhas jóias, minhas roupas com o estilo que eu gosto... NÃO! Pelo amor de Deus não façam isso, porque se tem outra coisa que homens gostam é personalidade (depois de olhar pro teu corpo óbvio hehehe). Aliás, fazendo um apêndice aqui, parem de sonhar também que os caras não vão dar uma boa olhada no corpo de vocês primeiro. Vocês também dão uma boa olhada na aparência deles, então calem a boca e parem de ficar choramingando que eles só veem bunda e peitos. Vejam eu: quase 18 anos e com um corpo de 14. Sei que a primeira impressão que eu passo não é das melhores, então eu compenso dando uma boa conversa e mostrando que não sou cabeça oca e que posso oferecer mais do que corpo pra eles. Querem que eles pensem em vocês mais do que peito e bunda? Leiam, sejam bem informadas, formem opiniões sobre política, religião, gosto literário... Mostrem que tem algo dentro da caixola.
 Voltando: a única coisa que vocês precisam é saber equilibrar. É rockeira? então em vez de usar o preto da cabeça aos pés, as 50 correntes cheia de caveiras e a pulseira de spike que tu tem, por que não optar por uma calça jeans normal, all star, uma ou duas correntes e a blusa da banda? E esquece também a maquiagem pesada. Quem usa maquiagem preta pra caralho é os emos e góticos, e isso é o estilo deles, então não tenho nada pra comentar. Usei como exemplo esse estilo, mas meninas, pode ser qualquer estilo. Apenas saibam equilibrar pra não ficar informação demais ok? Se arrumem do jeito que vocês se sentirem bem, mas tenham em mente uma pergunta: para quem estou me arrumando? Para mim mesma, para os homens ou as mulheres? E seja sincera consigo mesma pra responder, porque em cada opção o jeito que tu se vestir vai mudar com certeza.

Não nessa quinta-feira, mas na próxima, irei pintar meu cabelo de ruivo. Amanhã vou no salão marcar meu horário. Yeeei! :D

Essa maquiagem ganhei numa promoção da Boticário, e ai tive uma festa no dia. Como meu vestido era preto, pedi que fizesse como achasse melhor. Ela fez algo bem simples mas que ficou muito bonito: sombra levemente cinza com um pouco de rosa, delineador, lápis preto, rímel (os cílios são meus mesmos ok aiueaoiue), blush e batom rosa. Não sou fã nenhum pouco de rosa mas curti bastante e algumas amigas depois elogiaram a make. Lembrem-se: menos é mais! 


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Um amor que nasceu entre dor, miados e sapequices

 Eu não lembro se cheguei a falar da Monstrinha aqui. Comentei? Acho que foi só no face, mas em todos os casos...
 Monstrinha é minha nova gatinha. Lembram que minha gatinha Branca tinha sido roubada? (post sobre ela aqui) Então, passou um tempo, e meu irmão tava dando uma olhada nas adoções do Desapego PF e viu uma gatinha nenê, de apenas 2 meses de idade. E se apaixonou perdidamente.
 Trouxe ela pra casa, tudo bem bonitinho, e inicialmente pensamos em por o nome dela de Mia, porque MEU DEUS O QUE ESSA GATA MIAVA! Só que dai descobrimos que o miado era o menor problema de todos: ela não sabe guardas as unhas pra si própria. Além de extremamente hiperativa, ela adora escalar, morder, arranhar, simplesmente caminhar usando aquelas garrinhas do demônio - na boa, quem olha para os meus braços pensa que eu sou uma depressiva que se corta o tempo inteiro, de tantos arranhões tensos que ela já me deu.
  Por fim, estava tão braba com ela pelos arranhões (porque eu tenho um péssimo metabolismo de cicatrização, qualquer leve raspãozinho já me deixa uma cicatriz que aparenta que quase perdi o braço)  que comecei a chamá-la de Monstrinha, e por ela ficar mais tempo comigo em casa, agora está respondendo por esse nome ao invés de Mia hahaha. Infelizmente é uma das coisas que vou ter que conviver, com os braços cheios de pequenas linhas de cicatrizes por causa dela - então não, eu não sou nenhuma doida retardada que fica se cortando tá galera?
  Ao contrário do meu irmão, para mim não foi amor a primeira vista. Sempre que eu podia tava largando ela longe de mim pra não precisar ficar ouvindo seus miados incessantes e não precisar ficar com arranhões desnecessários. Isso sem contar que fui apresenta-la à Mitsi, que é minha outra gata (e mais velho animal aqui de casa, já nem considerada apenas um felino, mas sim da família de tão idosa que tá)  e acreditam que a Monstrinha arrumou briga? Ô bichinho cruel, nem respeito pelos mais velhos tem...
  Mas os dias foram passando e... Bem, como não se apaixonar por ela? Foi gradual, mas estou completamente in love pela Monstrinha. Aceitei que seus arranhões são maneiras dela brincar e de dizer que ama a pessoa, e que ela faz a vida mais colorida, agitada e leve aqui em casa.
 Ao longo dos post's vou mandando vídeos e fotos dela pra que vocês acompanhem seu crescimento e suas folias, e como eu, se apaixonem perdidamente por uma gata que até fica junto comigo empoleirada no meu ombro enquanto escrevo esse post. :D

Já que teu dono não tá ai pra dormir contigo hoje... Mas só hoje ein! ♥

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Pra pequena bobonona

Esse post eu dedico para minha melhor amiga, Gabriela Bastos. Não tem nada de especial, fui postar uma foto nossa no face e quando fui escrever na legenda saiu esse texto ai de baixo, dai decidi postar aqui também pra não ficar rolando perdido lá hahaha. Sobre o título, eu errei de propósito. Uma vez estávamos conversando por face e ela foi me chamar de bobona e escreveu "bobonona". Eu ri e ficou como nosso apelido, apesar de que eu normalmente chamo ela de pequena (por ela ser uns centímetros mais baixa que eu) e ela que me chama mais vezes de bobonona, quando eu dou uma de esperta ou falo bobagem. Bom, espero que curtam - e ela também haha! 


‎"Bom, pensando bem não sei exatamente qual é o motivo de tê-la como amiga. Talvez seja por comodidade, está comigo a tanto tempo que não imagino-me sem, provavelmente ficaria ruim, desconfortável.

Não. É mais.

Talvez seja por que ela sabe diferenciar meus silêncios. O tipo de silêncio de 'estou lendo/pensando/tramando' e o tipo de silêncio de 'preciso de ti'. E sabe o que fazer (ou o que não fazer) exatamente nos dois casos. Também pode ser porque ela sempre me recebe de volta quando me afasto e volto correndo, e nunca mudou. Ela tem aquele jeito de 'casa' sabe? Aquele jeito que faz tu sorrir e descansar, a mente acalmar e dar uma folga pro coração cansado.
Ou pode ser que tenha me identificado com seu ser. Por aceitar meu "8 ou 80", por não ter medo desse jeito e fazer da sua vida cheia de picos e vales também. Mas às vezes, sem mais nem menos ela me aparece com meios termos, vastas planícies, querendo dizer que eu posso parar um pouco com tantas coisas fortes, que as emoções brandas também fazem bem ao coração. Ela sabe melhor do que ninguém, e sempre nos momentos certos, o que é melhor para nós duas.

Mas ainda não é isso. Sinto que ainda não consegui descrever o quanto a amizade dela significa para mim.

Eu fiquei séria de uns tempos para cá, mais estressada e pouco paciente para brincadeiras, mas é incrível como ela consegue me fazer rir das coisas mais bestas ou dançar escandalosamente na sala. Ela é incrível. Admiro-a por conseguir ao mesmo tempo ser tão forte a ponto de enfrentar os problemas de cabeça erguida e também ser frágil a ponto de eu, sabendo que coisas ruins as vezes nos amadurecem, querer protege-la com tudo o que eu puder e de qualquer meio jeito. Creio que a tenho como amiga porque ela sempre foi um dos pilares mais fortes da minha construção, o que me sustentou e que ao mostrar sua força me ensinou a encontrar a minha própria.
Mas sobre tudo isso, posso dizer que são apenas detalhes. Coisas que me fazem a ter do meu lado criando um ligação entre nós mais estreita que laços de sangue.

Porque o verdadeiro motivo de a ter como melhor amiga - ou irmã - é de quando eu penso no significado de "amor" e entre poucos e escassos nomes, o dela estar ali no meio."

Texto feito com todo a inspiração da madrugada para a bobonona hahaha
(Peguei uma foto mais atual e a mais decente entre as que a gente tirou naquele dia. Não me mata, love you)

Dia em que viramos a noite e ficamos acordadas até as 6 da manhã no computador, e depois ainda conversamos na cama. Antigamente eu até me prestava a arrumar um colchão no chão quando ela vinha posar aqui em casa, mas todas as vezes não se passava 10 min que eu tinha dado boa noite, ela me chamava: "Lu, posso dormir contigo na tua cama?" 
Hoje aprendi a lição. Coloco um travesseiro extra na minha cama sem nem pensar duas vezes. Mas pequena?  Minha resposta vai ser sempre "Tá, deita logo..." com uma boa dose de sono, claro AOIEOIAEU 

Sempre vou estar contigo! 



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Maratona da morte: só pra quem tem raça!

Galera, estou super feliz, e já aviso que o post vai ser enorme, só os fortes vão conseguir ler.
  Não sei já mencionei aqui, acho que sim quando me apresentei (mas se não o fiz digo agora) que sou terceiranista do Ensino Médio e tenho 17 anos. E o que isso importa? O caso é que ano passado, quando estava no segundo ano, esqueci de vender os livros que utilizei no primeiro, dai ficaram guardados pegando pó no meu armário. Esse ano as coisas estão meio apertadas financeiramente, e pra ajudar estou me vacinando para prevenção (hepatite A + B e HPV Quadrivalente, para quem não lembra) e cada agulhada é uma facada de tão cara. Juntem isso ao fato de que quero estar ruiva até começar as aulas, e ainda ter que comprar meus materiais e livros e vocês podem imaginar a agonia que estava me dando só de pensar em pedir mais dinheiro pro pai.
 Pensando nisso tudo, olhei para aquele monte de livros que com certeza eu não iria usar para estudar pro vestibular (pois no meio do terceirão nós compramos apostilas de revisão) e decidi: vou vender e com o dinheiro vou comprar meus materiais e livros, e se sobrar ainda usar no meu cabelo.
 Dito e feito. Peguei as listas de livros dos primeiros e segundos anos, separei os livros que poderia vender e coloquei um preço baixo pra ser justa com quem procura livros seminovos - afinal de contas, vou falar aqui e vocês não espalhem: fui ver por quanto as outras pessoas estavam vendendo os mesmos livros, e tava tudo na faixa de 100,00, 150,00 reais... Sendo que nas livrarias estão 160,00 reais as coleções novas. Tipo, por favor né gente? Ninguém vai querer comprar livros usados, provavelmente escritos, se a diferença no total vai ser de 10 ou 20 reais a menos. No mínimo tem que vender por metade do preço, porque já foram usados né!
 Mas voltando, coloquei os preços da maioria até menos da metade, porque pelas minhas contas, o preço que eu coloquei neles e quanto daria na totalidade já me eram suficientes para fazer o que pretendia. Ai Luana, mas dinheiro a mais é sempre bom. Claro que é, mas é como eu disse antes, não pretendo ficar colocando preços absurdos porque nenhum pai que tem o filho já no ensino médio é burro o bastante pra comprar livros seminovos pelo preço de um novo.
 Enfim, fazia um tempo que já tinha disponibilizado, os livros do segundo ano consegui vender quase imediatamente, e os livros do primeiro ano foram meio difíceis por várias coisas... Fiquei apreensiva, porque só vou receber o dinheiro da primeira venda após o começo das aulas, então precisava que os livros do primeiro ano fossem vendidos para comprar minhas coisas. Dai, disponibilizei os livros de novo agora em fevereiro no meu face e no face do Desapego PF, torcendo muito pra que alguém visse e se interessasse pelo preço baixo. Não deu outra:  após uma meia hora de eu ter postado, um garotinho me ligou dizendo que queria os livros.
 Hoje levei os benditos lá para ele (quase desmaiei na rua pelo calor e o peso daquelas merdas) e combinamos de nos encontrar no shopping. Mas imaginem: eu não fazia IDEIA de como era o pia! ai chegando lá eu vi um garoto esmirradinho e pequeno sentado sozinho na praça de alimentação e perguntei se ele era o menino que eu procurava. Coitadinho, gaguejou uma meia hora até dizer não. Nem consegui ficar sem graça, simplesmente me sentei e quase morri me abanando de tão cansada e de tanto calor.
 Liguei pra mãe da criaturinha  e ela disse que ele tava lá dentro; esperei e logo apareceu: não muito diferente do que eu imaginava, devo dizer... Pequeno, baixinho, cara de 4ª série (aliás, o que diabos tá acontecendo com os calouros de hoje em dia? Na minha turma de primeiro ano os garotos eram uns monstros de grandes, e as meninas não ficavam muito atrás no quesito corpo, com exceção de mim óbvio).
 Dei os livros, peguei o dinheiro e marchei pra alegria dos pobres em época escolar: Ponto Útil. Mas cá entre nós, tá bem carinha as coisas lá atualmente, eu ein, não duvido que até no mercado onde nos estupram com os preços dos materiais esteja mais barato. E gente. QUANDO EU OLHEI PRA DENTRO DAQUELA LOJA....
 Eu tive vontade de rir, dar meia volta e dizer "foda-se essa merda, fico sem material mas não entro nisso." Pensa na cena: calor escaldante saindo em ondas da loja, pais com crias penduradas se digladiando para ver quem pegava a mochila rosa da barbie primeiro, adolescentes cantando os vendedores e atravancando os corredores... Eu tive vontade de surtar. Mas não. Pensei: "algum dia tu vai ter que enfrentar isso pelos teus filhos, e a partir do ano que vem também vai ter que fazer sozinha, então aproveita e treina". Respirei fundo, estufei o peito e parti pro meio dos leões.
 Tão rapidamente quanto percebi o quanto a loja estava cheia, também lembrei que não tinha contado quantas matérias tinha. Loira e esquecida só pode dar em burrice né (perdoem-me as loiras que me leem haha). Comecei a tentar ir me lembrando mais ou menos enquanto pegava os cadernos (porque antes nunca tinha pego cadernos separados; no primeiro ano usei fichário e no segundo 2º cadernos de 20 matérias). Pensei no que mais precisava e fui reto nos apontadores, é fato consumado: eles fogem de mim quando começa as aulas. Lamentável.
 Peguei um e fui vendo as canetas, peguei umas coloridas pra não ficar contornando tudo com lápis de cor novamente e fui para os marca textos. Olhei um rosa da Faber Castell caro pra caramba e uns outros do lado mais baratos. Peguei o rosa caro e os outros dois mais baratos e já fui para a fila, porque sinceramente? A lista de material diminui bastante enquanto tu vai passando de séries. Não comprei mais lápis de cor e também me preocupei somente em pegar o essencial, o que se aplica aos cadernos também (escolhidos os mais legais dos mais baratos, hehe). Finalmente sai do inferno e vim pra casa.
 Consegui pegar os meus livros que vou utilizar esse ano com um amigo, e tava agora mesmo escrevendo o nome das matérias nos cadernos quando noto QUE ESQUECI DUAS MATÉRIAS! Damn, ir no mercado amanhã ver uns cadernos mais ou menos -.-
 Aliás, não peguem o marca texto caro da Faber Castell. É UMA BOSTA! É igual a giz de cera só que fosforecente! Eu paguei caro por um giz de cera de marca, é ou não é de dar com a cabeça na parede umas mil vezes? Que ódio...
 Enfim, mesmo por esse pequeno detalhe, estou super contente e o pai também. Consegui poupar um dinheiro legal para ele fazendo meus próprios negócios e tomando responsabilidade pelas minhas próprias coisas. Agora que sobrou um pouco, vou usar pra ir no salão e me fazer mulher antes de começar as aulas, porque né. Férias conseguem fazer surgir a beleza natural da mulher... Ou no meu caso, a feiura natural se intensifica.
 Estou feliz porque me senti mais responsável hoje, e vi um pouco que me viro bem sozinha. Amadureci com a frustração dos negócios que não deram certo e fiz certo quando apareceu uma nova oportunidade. Também controlei o dinheiro que recebi dando prioridade para as coisas importantes: primeiros os materiais, depois os livros, depois o cabelo. Acho que mudei muito nesse quesito, porque ano passado meu primeiro impulso seria correr numa loja para comprar roupas e nem pensar em prioridades. Quebrei esse defeito e reconstruí um gosto moderado e controlado. Digo-lhes, estou um pouco orgulhosa de mim mesma, primeira meta da caixa de Fevereiro que consegui atingir.  
Um enoooorme obrigado pra quem teve paciência de ler até aqui! Ótimocarnaval a todos que vão dançar, cuidem-se e fiquem bem. Pela primeira vez não vou ir acampar, então quem não for pular carnaval me chama para combinarmos algo hahaha.
Não vou negar: apesar de toda putaria do carnaval, sou apaixonada pelos carros alegóricos! 

Beijão!


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Por acidente...

 ACHO que esse post vai ser curto. Ênfase para o "acho", porque sempre que digo que vou ser breve acabo escrevendo um livro. Pois então.
 Falando em livros, hoje assisti sem querer o trailer do filme "Meu namorado é um zumbi" que foi baseado no livro "Sangue Quente" de Isaac Marion (nem preciso dizer que foi uma adaptação horrível de nome para o filme né). Achei bem divertido, to querendo assistir, mas já que ainda não chegou aqui no fim de mundo onde moro, me contentei em baixar o livro. Devo dizer, nunca tinha lido um livro de zumbis, provável que o mais perto disso foi "Dança da Morte" do Stephen King - antes que os fãs me matem, eu SEI que não tem nada a ver com zumbis, eu li o livro ok? Estou dizendo que foi o mais próximo porque quando as pessoas adoeciam, antes delas morrerem viravam um certo tipo de zumbi asqueroso e ranhento. Enfim.
 Baixei o livro, sem saber muito bem o que esperar, e comecei a ler. Não deu outra: foi uma leitura que me segurou do começo ao fim. Nossa Luana, é tão bom assim? Olha, não é daqueles que tu termina e diz "meu Deus esse foi o melhor livro que já li na minha vida!", não é não, é o tipo de livro que tu considera bom, legal. É o livro que eu considero perfeito para quando tu não quer aqueles trecos melosos, com roteiro pré definido baseado em Crepúsculo.
 "Sangue Quente" é uma leitura leve, com um romance leve, e com um enredo não tão diferente, mas interessante. E não vou mentir, tem partes do livro que são para ficar pensando: no futuro da humanidade, o que estamos fazendo com nós mesmos, o que seria se houvesse um colapso. E as coisas que hoje são tudo, virarem nada. Tem partes breves que falam isso, mas são peculiares.
 Indico para quem quer uma "leitura de férias" - não só porque estamos em férias, mas para aqueles que só querem distrações boas - porque o livro é bem bom, e estou ansiosa pra ver o filme agora.
 E falando em filmes, também acidentalmente vi o trailer de João e Maria - Caçadores de Bruxa. Para minha felicidade já está em cartaz, então quem me admira secretamente (pra falar a verdade tenho certeza que não tem ninguém kkk) tá ai uma dica: me leve ao cinema, to doida pra assistir esse filme. Amigos também, se querem matar a saudade bora lá.
 Interessante né? Mesmo que sejam futilidades, descobri coisas legais hoje por acidente. Gosto de planejar minha vida, de saber das coisas que vou fazer ou ver por antemão, mas também gosto de surpresas boas. Se é isso que me espera daqui em diante, descobrir e conhecer coisas sem as ter planejado, eu não me importo: as vezes um pouco de imprevisibilidade nos faz crescer e nos torna mais descontraídos.

Quem quiser o PDF do livro "Sangue Quente", me pede que eu envio por e-mail; é um parto para achar um site pra baixar.
Os links dos trailers que vi hoje (só clicar em cima dos nomes):
Meu namorado é um zumbi
João e Maria - Caçadores de Bruxas 

Esse post ficou enorme, merda. Desculpem o palavreado hehe. Beijão!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Quem realmente somos?

Nossa, não me atirem pedras por desaparecer e tal, mas é que chegou meu amigo de Sorocaba e sem contar que o meu pc tá ruim pra caramba - as páginas dos navegadores não ficam abertas por mais de 2 minutos - dai não tive como escrever nada aqui. Mas se for contar um real motivo, posso dizer que não tinha o que falar e não tava (e ainda não to) a fim de falar coisas fúteis. Por isso esperei até pensar em algo, e vejam só, venho até vocês com uma dúvidazinha cabeluda, daquelas pra ficar pensando antes de dormir e pra ficar na consciência.

Enfim. Agora a pouco, li um parágrafo de um autor do qual tenho um grande apreço, apesar de em seus textos ser bastante exagerado. Esse texto obviamente não era diferente, mas não falava de amor ou dor, o que já considerei como grande vitória; falava sobre como ele tinha visto o que as pessoas realmente eram, o que elas no fundo são e não admitem que são. Mas não se exalte! Ele ratifica: "(...) Começava a ver nas pessoas o que elas não sabiam de si mesmas, e isso era ainda mais terrível." 

E então comecei a lembrar das pessoas que conheço e que já conheci. Comecei a analisá-las em seus jeitos e trejeitos pensando o que eu percebera inconscientemente sobre cada uma delas. Então entendi o que Caio quis dizer quando disse que "sentia como se tivesse violado uma sepultura fechada havia vários séculos." Em minha comparação, penso que é como colocar alguém em cima de uma mesa, abri-la com um bisturi e descobrir algo tão assustador que você pensa em como pôde expor algo assim. 
 Vejo que conheci pessoas que são tão carentes que precisam fazer qualquer coisa para chamar a atenção, mesmo que "discretamente". Elas fazem qualquer coisinha simples virar um exagero ou agem como criança para que recebam a atenção que se concede a uma.  Conheci pessoas que sofrem por terem crescido em ambientes onde se espera constante demonstração de conhecimento, e que agora falam qualquer coisa que vier a cabeça simplesmente para não ficar em silêncio. Conheci pessoas que reclamam o tempo inteiro e sobre tudo por não saber o que falar. 
 Conheci pessoas que procuram ter uma vida social tão agitada a ponto de não precisarem pensar em si mesmas. Pessoas que não amam. Pessoas que são submissas só para serem aceitas. Pessoas que se viciaram em se machucar emocionalmente. Que riem histericamente para preencher a tristeza que são para si mesmos. Conheci pessoas, que não fazem planos e não tem sonhos. Não tem vida.
 Iria ficar a noite inteira e quem sabe muito mais dizendo quantos tipos de pessoas eu conheci. É terrível isso sabe, você poder ver o que cada um esconde bem escondidinho, mas tão escondido que nem elas sabem que está lá. Só que aparece. De pouquinho em pouquinho, de gesto em gesto e de olhar em olhar aparece esse ser que no fundo faz parte de nós.
 Fico divagando sobre isso, sobre como uma segunda olhada nos transforma de simples transeuntes para violadores de sentimentos. Fico com medo. Será que tem mais alguém como eu que possa ver isso? Que possa passar pelas superficialidades das qualidades, da camada dos defeitos mal encobertos, chutar portas e paredes até chegar ao âmago de um sentimento definidor?
 Indago-me: eu teria coragem para chegar e falar para as pessoas o que elas são? Teria coragem para admitir tal invasão? Mais do que isso, teria eu tamanha coragem para perguntar à alguém que também vê, o que eu realmente sou? 
 Creio que para a última coisa eu teria. Mas questiono-me se haveria coragem suficiente para ouvir a resposta. 


(…) Começava a ver nas pessoas o que elas não sabiam de si mesmas, e isso era ainda mais terrível. O que elas não sabiam de si era tão assustador que me sentia como se tivesse violado uma sepultura fechada havia vários séculos. A maldição cairia sobre mim: ninguém me perdoaria jamais se soubesse que eu ousara. Ninguém me perdoaria se soubesse que eu sei o que elas são, o que elas eram. (CFA)