quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Abrindo a caixa de Fevereiro.

 Vou contar para vocês, foi um parto pra modificar o visu do blog. Ai Luana, mas porque mudou? Porque mudanças - nem que sejam mínimas - sempre me fazem sentir como se eu estivesse progredindo. É, é, meio clichê, meio estranho, mas que nada.
 Enfim, vou dar uma breve explicação porque são 03:35 da manhã e eu ainda tenho que organizar a casa e dormir, e depois acordar as 8 da manhã pra ir na rodoviária buscar meu amigo. Deus me ajude.
 Depois de muito pensar, decidi que a caixa de Fevereiro iria ser sobre recomeçar do zero. Depois de ouvir as últimas novidades que andam correndo por ai, percebi que eu não poderia continuar a ser a mesma Luana dos outros anos. Caramba, não mesmo: passei um mês inteiro resolvendo problemas antigos, e quando vejo, cá estou, sem saber o que fazer.
  O caso é que eu deixei de ser eu mesma a uns 2 anos, mudei bastante pelos outros e me perdi no meio desse processo. Acho que já estava perdida antes, mas pelo menos era um "perdida" que eu sabia quem eu era. Ta dando pra entender? Espero que sim. Enfim, me perdi completamente de mim mesma nesses últimos tempos, e agora que limpei o que tinha de ruim, ficou a dúvida: e agora?
 Personalizei meu blog conforme a caixa do mês: um papel em branco, com alguns rabiscos. Porque acho que é isso que sou nesse momento. Não dá pra gente escrever algo e depois apagar completamente, sempre ficam algumas marcas.

 Decidi então, que vou apagar tudo o que tinha antes, aceitar as marcas e deixa-las como lições. Decidi que nesse segundo mês de 2013, vou redescobrir, reaprender e reconstruir a mim mesma. E dessa vez, escreverei quem eu sou com minhas próprias mãos, sem apagar ou reescrever nada por ninguém.



Caixa limpa! Dando adeus para o passado, e boas vindas para o presente.

 Caramba pessoal! Já é dia 31 e eu nem tinha me ligado ainda. Último dia dos "problemas atrasados". Acho que não há nada melhor do que dar uma conclusão para isso.
 Bem, creio que - se não todos - a maioria dos meus problemas atrasados eu consegui resolver. Voltei a falar com minha mãe, refiz uns poucos amigos que havia perdido, reforcei os laços com aqueles que ficaram do meu lado e parei de ficar mexendo em coisas que não dá para mudar; ao invés, comecei a trabalhar para não deixar que as mesmas se repitam.
Posso dizer que ao mesmo tempo em que escrevia para vocês, e que resolvia as coisas, eu crescia e me conhecia um pouquinho mais. Com certeza tem coisas que em um mês não dá para resolver, mas aquelas que me seguravam no passado, me seguravam em mágoas e ressentimentos, todo tipo de sentimento ruim, eu consegui tirar de mim.
 Penso que Janeiro foi  o mês de limpeza. Sabe, quando tu decide "esse quarto tá muito cheio de tranqueiras que eu não uso mais, vou dar uma limpada pra colocar coisas novas." É exatamente assim que eu me sinto hoje: cansada por causa de um looooooongo dia fazendo faxina, mas satisfeita por ver que o local está mais espaçoso e pronto para receber coisas novas.
 Da caixa de Janeiro, eu deixo três lições que aprendi:
-  Você só recebe e atrai para si aquilo que você oferece para os outros. Sabem aquele ditado "gentileza gera gentileza"?  Igual. Se você se fechar e decidir criar uma máscara para os outros fingindo que está tudo bem, as pessoas percebem que você não está sendo verdadeiro e também não vão sentir necessidade de ser legal ou verdadeiro com você também. Trancar nossos sentimentos numa caixinha pequena sem querer abri-la nos faz mais ressentidos, mal - humorados e grossos. Abrir essa caixinha para os outros verem, é o mesmo que dizer "eu confio em você", e mostra que estamos tentando criar laços baseados na sinceridade, e não na mentira. Dê bons sentimentos para as pessoas, e receba bons sentimentos em troca.
-  Admitir que temos problemas nos faz humanos, nos faz perceber que não somos perfeitos. Não há ninguém além de Deus que possa nos julgar pelos erros que cometemos, por isso não se preocupe em ficar tentando mostrar que está tudo ótimo, que nunca cometeu erro nenhum. Teu vizinho, teu colega, teu companheiro(a) também tem a porção de sujeira deles varrida para baixo do tapete, assim como você.
- Atitudes fazem muito mais do que palavras. Passei um mês escrevendo aqui praticamente todos os dias, mas só vi realmente a diferença quando agi. Foi difícil, não vou dizer que resolvi as coisas sempre sorrindo. Mexer em feridas dói, e as vezes uma ou outra lágrima caíram, mas ter um objetivo, ter uma esperança de que tudo ficaria melhor se aquilo fosse resolvido, me fizeram encarar de frente o que vinha. Fico pensando que é tipo oração: tu ora pedindo por ajuda, por forças, por uma resposta, e quando recebe, tem que ir lá e fazer. Oração é conversar com Deus, não dizer: vai lá e faz por mim. Deus dá forças e a resposta para tu saber por qual caminho seguir, e não para ficar sentado. Atitudes são tão importantes quanto as palavras, mas na hora do "vamos ver" ação é o que conta.

Despeço-me de Janeiro com o coração tranquilo, com um sorriso no rosto e um pouco de temor pelo o que vem adiante. Mas agora, tenho uma coisa em mente: seguir para frente, para a direita ou para esquerda, mas nunca mais para trás. Agora, eu vou viver o presente.

Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, tô despreocupado, com a vida eu tô de bem. (Caio F. Abreu)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Algo para me movimentar

Hey galera, tudo bem?

Não tenho muito o que falar, principalmente porque o sono já tá pegando e não tenho passado muito bem... Por quê? Vários fatores. Vamos lá.
 Bom, primeiro de tudo tenho me alimentado pessimamente nos últimos dias (a culpa é totalmente minha, antes que alguém chame a assistência social), porque estou acordando em torno de 14h ou 15h, e em vez de comer o almoço que meu pai deixa preparado, eu como pão ou bolachas. Dai, somando ao fato de eu ter feito uma torrada cheia de queijo ralado que matou tudo o que tinha de bom no meu corpo - e me fazendo revirar uma noite inteira até de manhã enjoada - eu estou um bagaço.
 Nada que não possa ser revertido, naturalmente. A partir de amanhã vou acordar bem bonitinha ao meio dia, comer o que foi feito e depois passar o resto do dia nas frutas, até meu corpo parar de me castigar.
 Segundo problema é que estou parada demais, e quando digo parada, quero dizer que devo ter realmente saído de casa (sem ser de carro) em torno de uma ou duas vezes no máximo agora em Janeiro. Em dezembro lembro de ter saído o dobro disso, talvez. Mas enfim, o que quero dizer é que estou tão em casa, e sem mexer praticamente nenhum músculo, que os mesmos já estão começando a me punir também. Estou tendo câimbras constantemente, e quando procuro me movimentar além da sala-banheiro-quarto (tipo, ir brincar um pouco com os cachorros no pátio) fico fraca e geralmente procuro algum lugar pra sentar. Nada agradável, devo dizer. Creio que já posso me preocupar com o risco de ter Trombose, que, pra quem não sabe, a doença é mais feia que o nome.
 Diante desse belo quadro, apresentou-se a mim a possibilidade de fazer academia no clube Comercial. Fui ver onde fica a sede aqui na cidade, e gente, me dá cansaço só de pensar em caminhar 3 mundos pra chegar lá. Mas né, de "graça" até injeção na testa. Então queridos leitores que as vezes vem desesperados me perguntar se estou bem ou algo assim, não corram atrás de médicos ainda, pois vou começar a me exercitar a partir de segunda feira, se não me chutarem pra sair caminhar antes.
 Aliás, não se preocupem mesmo. Falei em médicos agora e lembrei das minhas duas doutoras lindas que quase me fuzilam com os olhos quando veem meus exames. Essa lembrança é um baita incentivo (movido a medo, mas vá lá) para me cuidar melhor, hehehe.
 Uma coisa a se esperar: sexta feira meu amigo Eric Bengozi chegará aqui vindo diretamente de Sorocaba - SP! Por isso, mãos a obra, limpar toda a casa e planejar um fim de semana tri legal. Uma das coisas que ele não sabe é que farei ele ir comigo comprar meus materiais, e todo mundo que já foi comprar materiais em pleno Fevereiro sabe o fervo que é. Vamos ver se o paulista tem pique mesmo! hahaha.
 Uma coisa a se comemorar: ganhei da mamis um tênis tipo All Star liindo, da Bottero. foto dele ali em baixo.
 Uma sugestão: acabei de assistir o filme "As aventuras de Pi" (trailer aqui) e indico TOTALMENTE. Não julguem o filme pelo nome, pois com certeza ele entra na lista dos melhores filmes que já vi. Você ri, fica na expectativa, depois chora, e depois fica com aquele clima pensante. Nossa, muito bom, vale a pena, e se não gostarem da história, garanto que vão gostar só pelas imagens, que são belíssimas!
 Uou, disse que não iria falar muito mas me empolguei pra caramba. Por hoje acho que é só. Um beijo bem grande!


Tênis lindo! *-*


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Sunday, blood sunday.

 Queridos leitores, hoje não é dia para futilidades, e muito menos de ficar pensando nos meus problemas. Hoje, como todo Brasil, estou em luto.
 Por mais normal que estejamos tentando agir, o peso da realidade caí sobre todos de alguma forma. Neste momento diversas famílias estão enterrando seus filhos, irmãos, amigos... Pais estão se perguntando porque deixaram que o filho fosse a boate, porque não deram um beijo, um abraço, porque o "se cuida ein?" cheio de amor e preocupação não foi o suficiente. Muitas pessoas hoje estão se perguntando se Deus existe, e se existe, o porque deixou aquilo acontecer com seus entes queridos.
 Li vários textinhos que diziam coisas do tipo "se tu não teve nenhum conhecido lá não precisa ficar chorando ou ficar de luto." Bem, eu discordo. Eu estou de luto por jovens que assim como eu tinham sonhos, que estavam no auge da sua juventude, que tinham expectativas, planos, amores, paixões, paqueras, que assim como eu, tinham família e amigos. Estou de luto porque tudo isso foi perdido, porque cada jovem lá é insubstituível a seu modo, e eles eram o mundo de alguém. Como não se sentir angustiado pensando no pânico e a dor que aqueles que não conseguiram sair passaram até finalmente a morte ser misericordiosa e os livrar daquilo? Digam-me, como não lamentar a perda de uma vida inteira?
 Em resposta àqueles que dizem que não é necessário luto, eu digo: é necessário sim. Agora é o tempo de nós prestarmos nossos serviços àqueles que sofrem muito mais, agora é tempo em que o riso se cala por pelo menos poucos momentos, e se permite sentir a imensidão da dor de felicidades e risadas que foram caladas brutalmente.
 Principalmente, agora é o momento de valorizarmos cada vida que ainda esta do nosso lado, dando abraços, dizendo "eu te amo" sem medo, ou simplesmente ligar para aquele amigo que faz tempo que você não vê, e combinar uma tarde pra tomar um mate na praça.
 Por fim, deixo com vocês o trecho final do texto de Marcelo Canellas , que expressa bem como eu me sinto:
 "Como posso adormecer, se mal despertei para o mundo? Como posso abdicar, se não brinquei o suficiente, não amei o bastante, deixei incompleto o edifício da minha história? Eu não choro só por mim, e nem meu pranto cai sozinho. Minha cidade hoje é o Brasil em luto. Minha juventude perdida é o meu país, perplexo e tonto, impotente a velar meu corpo. Santa Maria, rogai por nós."


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Pequeno obrigada!

Galera, postei de novo (o post de hoje é o de baixo, não deixem de ler!) porque preciso lhes agradecer. Tava vendo por curiosidade como estão as estatísticas do meu blog, e preciso dizer: C-A-R-A-M-B-A!  Juro, não esperava que se espalhasse tão rápido! Na verdade nem esperava que se espalhasse. Ao todo, tenho 3911 visualizações da página, desde o começo. No Brasil, 3730 pessoas já leram meu blog, e pqp, tem gente de outros países também! Nos EUA são 96 pessoas, Portugal 24, Alemanha 18, França 10 e ainda tem a galera do Irã, da Itália, Rússia, Argentina e Espanha que estão entre 2 a 3 pessoas... Quero dizer, ainda estou com o queixo na ponta do meu dedão do pé! Só tenho a agradecer por terem paciência de ler minhas bobagens e dramas de cada dia e no caso dos estrangeiros, a paciência de ficar traduzindo os longos textos... Hahaha.

Thank you! Vocês são demais ;)

Foto (apesar das horríveis olheiras) que melhor traduz meu momento de felicidade agora. Beijão!


O dia pela noite.

Hellooo

Bem, nesses últimos dias não fiz nada de muito útil, a não ser dormir (sim, é útil). O único problema é que literalmente troquei o dia pela noite: vou dormir entre 5:30 a 6:30 da manhã para acordar somente as 16h. Não adianta vocês me dizerem "mas vai deitar mais cedo então", porque já estou tentando fazer isso. Ontem fui deitar as 2hr da madrugada, e sabem que horas peguei no sono? Quase 6 da manhã.
 Nem preciso dizer que aqui do lado de casa tem uma construção em andamento, e que os caras estão tão animados pra trabalhar, que as 7:30 da manhã eles colocam o pior sertanejo que tiverem e começam a bater e pregar e sabe Deus o que mais. Isso tudo praticamente embaixo da minha janela, óbvio.
 Ok, desabafos e reclamações a parte, hoje fui visitar minha mãe. É, é, não fui visitar aquele dia da postagem porque meu irmão também não foi, então deixei pra ir num dia que ele fosse junto. A casa dela está linda, ela tá linda (e devo dizer, com uns cabelos compridos que são de dar inveja hahaha) e no fim das contas, é minha mãe, está maravilhosa. Estou contente e bem leve de ter ido visita-la, agora sei que um dos meus maiores problemas está resolvido.
 Nessa visita, minha mãe contou que ela me associou no Comercial, o que quer dizer que yes, acabaram todas as minhas desculpas pra não ir na academia. Vou deixar Janeiro acabar e começar a ir exatamente no dia 1º de Fevereiro, e é onde também vou dar um jeito de melhorar minha alimentação e chegar tunada nas aulas - só que não. Meu negócio com a academia é ser saudável. E também tentar ganhar um pouco de corpo no processo né, porque 17 anos (praticamente na porta da maioridade!) com um corpinho de 14 é de chorar em alta voz.
 Outra novidade é que meu amigo de Sorocaba, Eric Bengozi, vem aqui visitar suas queridas amigas que estão morrendo de saudades! hahaha. Não postei que ele vem com a namorada porque não sei, uma hora vem outra não vem, vou deixar em aberto. Se alguém tiver sugestão de lugares legais de PF que dê para levar ele, por favor me falem, estou aberta a sugestões.
 Isso não é mais novidade desde os meus 12 anos, mas mesmo assim digo-lhes como se fosse uma: vou pintar o cabelo de novo! Verdade, de novo. Digo e repito, não gosto do meu loiro natural por mais que fique "harmonioso" comigo e que "combine com a cor dos meus olhos" - palavras de outras pessoas, não minhas. Não acho que ele tenha a minha cara entenderam? Não acho que ele diga "esta é a Luana". Então, pintarei de ruivo escuro (tipo assim). Já me arrependi de ter pintado de ruivo uma vez porque tinha que estar retocando toda hora, mas no fim das contas, não me importo de gastar 10 reais por mês pra olhar no espelho e me identificar. É a vida, fazer o que. Graças aos queridos e dedicados cabeleireiros que inventaram as tintas de cabelo, serei eternamente grata. Ou a quem inventou, sei lá.
 Por hora creio que é isto. Algo para se comemorar essa semana? Ganhei algumas gramas em peso desde Dezembro: estou com exatos 43 kg agora. Yei!

P.S.Curiosidade: descobri hoje que as pessoas que passam mais horas conectadas no facebook são mais infelizes, por acharem que os amigos são mais felizes e etc (obs: isso é meio inconsciente galera). Eu ein, to propensa a concordar, por isso vou tentar diminuir minha presença por lá hahaha. Beijão!
- Esse dia foi o pior de todos: fiquei acordada a madrugada inteira, amanheceu, ainda estava acordada durante toda a manhã, e só consegui pegar no sono meio dia. Preciso dar um jeito nisso urgente! :p 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Help me, Father.

Hey pessoas!
 Nem vou mais me desculpar pelas ausências de um ou dois dias porque durante as férias vai ser assim mesmo, só posto quando tiver algo que ache interessante colocar aqui. Não vou ficar enchendo linguiça pra nada.
 Enfim, ontem dia 20 foi o aniversário da minha morena Helen Sanderson - 15 aninhos ein novinha - o qual fiquei tri feliz por ela, e que também serviu de lembrete para eu me agilizar na homenagem dela. Nada de muito novo nisso, apenas que consegui ajuda dos universitários (literalmente).
 Anteontem vieram aqui em casa meu grupo de amigos preferido, e tivemos uma das discussões mais legais que já tive o prazer de participar. Em vez de ser somente uma pessoa falando, todos nós compartilhamos um pouco do que tínhamos pesquisado sobre o assunto (qual é o propósito da vida segundo a Bíblia), e no fim cada um deu sua opinião. Óbvio que não parou por ai: como todo mundo estava quase comendo os móveis de tanta fome, papis fez um cachorro quente delicioso (ele disse que nós só achamos bom por causa da fome, mas eu provei outras vezes e digo, meu pai é um cozinheiro de mão cheia) e depois de comer assistimos o filme "A Troca" com a Angelina Jolie - super indico pra quem gosta de filmes que fazem pensar.
 Desculpem-me, mas nunca vou cansar de dizer isso: meus amigos são tudo para mim. E é justamente por isso que eu me preocupo com aqueles que estão longe. Hoje fiquei sabendo da história de uma amiga que conheci a um tempinho, e fiquei muito triste com as coisas que ouvi. Por essas e outras, juntei a fome com a vontade de comer: em Novembro do ano passado, eu e meus amigos fizemos um desafio entre nós no Proclame 2012, que cada um teria que discipular uma pessoa até novembro de 2013. E dois meses já se passaram e eu tava meio aflita com isso, por que não sabia com quem iria falar. Pois bem...
  Decidi começar eu mesma um grupo só com garotas, mas não um discipulado chato onde só eu falo. Vai ser como o debate que teve aqui em casa: aquelas que sabem um pouco do assunto falam, e assim todo mundo compartilha, e quem não sabe, aprende (aliás, na minha humilde opinião ninguém sabe tudo sobre um determinado assunto, por mais que se tenha estudado sobre o mesmo. Sempre tem algo para se aprender). Eu não acho que vai ser fácil, bem pelo contrário, to pensando no quanto isso vai ser tenso, mas entrego nas mãos de Deus e espero que ele me ajude nisso, porque sozinha não rola.
   Acho que alguns dos meus amigos ateus fanáticos devem ter parado de ler no meio da postagem e provavelmente nunca mais vão abrir meu blog, por achar que vou começar a falar de Deus sem parar. Sinceramente espero que não, mas se for o caso, só sinto. Vou relembra-los do motivo do meu blog existir: me tornar uma pessoa melhor e fazer com que eu conheça mais de mim mesma. E aqui também é aonde eu falo sobre meu dia a dia.
 Agora, não me peçam para eu não mencionar Deus, porque tudo o que eu sou, e digo isso sobre a minha personalidade, meu caráter e meus princípios, vem 99% Dele e 1% de mim. Amigos, se vocês são meus amigos hoje, se vocês gostam do jeito que eu sou, deixa eu lhes contar que vocês gostam da Luana que tem uma fé ferrenha em Deus, e não há como separar. Aceitem-me, assim como eu os aceito. Bah Luana, mas porque tu acredita?
 Porque acreditando, eu sei qual é o propósito da minha vida. Acreditando, eu ganho forças quando to abaixo do cú do cachorro. Acreditando, em vez de meter um soco na cara das pessoas que eu odeio, eu penso "o que Jesus faria no meu lugar?" e me limito a uma resposta razoável. Acreditando, quando alguém me diz que eu não tenho valor nenhum eu dou risada e concordo, porque o meu preço já foi pago na cruz. E se me dizem que eu não sou importante, eu discordo, porque alguém lá em cima se importa o suficiente pra  me perdoar e me cuidar quando eu faço bobagem. Acreditar em Deus me faz ser alguém melhor, me faz ser quem vocês, meus amigos, gostam. Acreditem, eu seria uma pessoa totalmente diferente sem minha fé (e diferente em um sentido ruim).
 Então por essas e outras espero que não abandonem meu blog. Falo do que eu achar necessário, e creio que é necessário esclarecer isso antes de tudo.
Beijo grande da gorda!

 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Hoje eu preciso me encontrar de qualquer jeito...

 As vezes nós não percebemos, mas a dor da falta pode não se apresentar no exato momento em que você perde aquela coisa/pessoa importante. Para mim especialmente sempre demorou um pouco pra cair a ficha... Não sei se é bom ou não. Por um lado, talvez me deu tempo de montar uma máscara para não me descompor e me fez forte aos olhos dos outros. Por outro... O que isso me tornou? Perdi-me no meio do caminho, perdi-me ao usar dessa demora uma arma para não mais sentir, e agora tento arduamente me reencontrar.
 Pranteei a algum tempo o fato de que deixei uma Luana muito melhor, inocente e feliz que eu para trás, e aprendi a aceitar e tentar melhorar a que aqui vos escreve. É um fato consumado; ou aprendo a me entender  ou fico pra sempre batendo na mesma tecla, de como gostaria de voltar no tempo. 
 Mas aqui vai algo que eu não sabia que ainda tinha em mim: a capacidade de sentir a perda dos meus animais. Não me leve a mal caro leitor, eu sempre amei todos que passaram por mim, mas quero dizer que quando era mais nova, toda vez que um deles se ia, eu chorava e passava dias chorando, e a mera lembrança dos mesmos me fazia chorar. Por mais que seja clichê, devo dizer, eles sempre foram melhores que os humanos para mim. 
 O caso é que fui crescendo, e como disse, deixei uma versão de mim mesma (essa que se deixava sentir) para trás. e se tem algo que eu não gosto é que não sofro pelos meus animais da mesma forma que antes. Não me permito sentir, por mais que queira. Uns dois ou três meses atrás meu cachorro sumiu. Por mais que tapássemos os buracos, ele cavava novos e saia passear, mas sempre voltava, afinal de contas, aqui era sua casa e onde tinha seu melhor amigo, meu outro cachorrinho. Um dia não voltou mais, e soubemos que alguém havia o pego porque ele nunca deixaria de voltar se ouvisse os uivos tristes do amigo como eu os ouvi. Eu não me permiti chorar, não me permiti sucumbir a dor a qual eu lembrava perfeitamente como era. Transformei tudo em raiva e foi assim que segui. 
 Mas agora minha gatinha Branca, de apenas alguns meses de idade, sumiu. E como meu cachorro, ela nunca deixaria a casa, pois se tinha uma coisa que amava era brincar com o Gordinho e a Atena (meus dois outros cachorros). Ela nunca saiu do pátio, sua maior aventura ainda era descobrir os mistérios do quintal e tentar brincar com a Mitsi (minha gata mais velha). Creio eu que na única vez que ela tentou se aventurar fora de casa, foi pega. Digo a vocês, quando meu pai me contou, fiquei apenas em choque. Mas isso mudou.
 Fazem 3 dias que ela está desaparecida. Hoje, ajeitando meus arquivos e fotos dentro de pastas certas, vi um vídeo que havia gravado no começo desse ano, dela fazendo traquinagem no sofá de casa. Como eu disse, a dor da perda para mim demora, mas vem, e eu me permiti sentir. Não choro, contudo, mas acho que esse aperto no coração, essa sensação ruim de que tem algo muito importante faltando, supera qualquer lágrima. 
 Quisera eu poder chorar, mas não me permito. Lágrimas aliviam, e eu preciso sentir... Preciso saber que posso sentir essa falta de alguém que amo, preciso saber que de tudo, um pouco ainda restou de mim.
  Hoje, meus amigos, é o dia em que eu vou me permitir prantear pela minha gatinha, pelo meu cachorro, pelo fim de um relacionamento longo e bom, pelo distanciamento de um dos meus melhores amigos, pela saudade de minha mãe, pela saudade de mim mesma. Porque hoje, apenas hoje, eu não vou aceitar as coisas como um fato consumado, que não pode ser mudado. Nestes minutos, eu quero perguntar "porque isso aconteceu?". Agora, eu quero ser apenas eu na forma que não quero ser, quero ser fraca e não ter nenhuma exigência para mim mesma. Só hoje.  
  

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Um atraso de... 3 meses e meio? WHAT?

  Buenas muchachos, como estão? Desculpem pelo abandono, mas é que não aconteceu absolutamente nada de interessante nesses últimos (dois dias?), e dai não queria encher linguiça aqui falando sobre como eu gastei meu precioso tempo de férias de verão em casa. Mas, finalmente tenho algo pra contar!
  Minha linda morena Helen Sanderson terá sua festinha de 15 daqui a 54 dias e decidi que iria fazer uma homenagem pra ela. Ok, nada de mais nisso, certo? Errado. Tentei tirar no violão uma música que ela gosta, mas acontece assim quando eu tento tirar uma música por "obrigação": não sai. Eu não consegui decorar o ritmo, as notas que tem na net tão tudo trocadas, e depois de eu ver um cover de uma garota bonita e com uma voz do carai, perdi toda motivação.
  Então, tive outra ideia, a qual não vou dizer aqui porque sei que a aniversariante lê meu blog (mas garanto, é bem legal - e bem difícil). O caso, é que minha ideia  envolve um processo no qual eu me conheço o suficiente pra saber que teria que ter começado a pensar (e fazer) tipo, uns 6 meses antes da referida festa. Confuso? Simplificando, para eu fazer sozinha eu teria que ter começado isso uns 3 meses e meio atrás, e não 2 meses e umas semanas antes do bendito aniversário! Então, I need help URGENTE! Quem for bom em poesia por favor me procure pra gente discutir a ideia.
  Ah, não posso deixar de contar para vocês o quanto me diverti esse final de semana. Sábado, depois do ensaio, reunimos uma galera e viemos para a minha casa assistir filme. Compramos salgadinhos, coca, fiz pipoca (consegui queimar pipoca de microondas, quase matei todo mundo sufocado na sala) e assistimos o filme "As vantagens de ser invisível" o qual digo que é um bom filme pra pensar, bom pra assistir sozinho ou com alguém que goste de 'filmes pra pensar' - ou seja, não é bom pra assistir com a galera.
  Enfim, rebobinando um pouco a fita, antes de sairmos da igreja (onde tínhamos ensaiado), eu entrei no face do meu amigo e coloquei no status dele "eu amo a luana sbeghen", para tirar com a cara de uma garota lá dos cafundó de MT que gosta dele. É a coisa mais engraçada do mundo ver o quanto ela se pira cada vez que eu faço isso. Enfim, voltando ao momento do filme, no meio do mesmo minha amiga veio no meu pc e entrou no face e viu que a irmã dessa menina tinha comentado o status. Começamos a brigar com a menina, que pelo amor de Deus, falava cada coisa sem pé nem cabeça que nos fazia quase mijar de tanto rir. (coisas como "ai como eu me amo" ou "beijo para as minhas fãs"... WHATHELL?).
  Numa dessas fui chamada de "passarinho dos cambito fino". Really? Juro que ficamos pelo menos uns 10 minutos debatendo se isso era ou não um xingamento, antes de cair na risada de novo. Vou entender que isso é algo ofensivo lá pros cantos dp MT, mas como eu disse para minha amiga, vou ter 50 anos e ainda vou rir disso... Garotas, por favor, quando forem discutir pelo menos tenham em mente xingamentos entendíveis e também algum cérebro para não falar bobagem.
  E pra finalizar, infelizmente uma notícia que dói meu coração: minha gatinha Branca, nenê ainda, está desaparecida desde ontem, e ela nunca saiu aqui de casa. A maior aventura ainda era comer perto da minha gata mais velha, Mitsi. Estamos quase certos de que alguém pegou ela... Deixo pra vocês uma fotinho dela:
 Volta pra mim Branquinha! :/

sábado, 12 de janeiro de 2013

Dear Mommy

  Já disse que odeio falar sobre meus problemas? Mas já que odeio psicólogos (acreditem, não odeio só por ouvir falar, já passei longos anos em terapia), tenho que cutucar minhas próprias feridas e tratá-las para ficar melhor. Estou rabugenta assim porque o assunto é um dos (se não o único) que eu evito ao máximo falar, e os únicos que sabem sobre são meu pai, meu irmão e alguns amigos - sugiro que pra quem pensa que tenho vários, volte no segundo post e leia sobre as minhas amizades e minha super popularidade.
 Ok, chega de enrolar. Não sei como tornar isso bonitinho, porque não é. Não sei como tentar tornar engraçado, porque nem piada de humor negro da pra fazer. E também não sei como amaciar as coisas, porque para mim veio como pedras e tive que lidar com os machucados por um ano inteiro da melhor forma que pude. Então, vou simplesmente dizer.
 Eu vejo minha vida até agora nos meus 17 anos por cores: antes da separação era tudo rosa, colorido, brilhante. Eu era popular, líder da turma, todos gostavam de mim - inclusive os professores - e aqueles que não gostavam me tratavam com educação, porque nunca dei motivos para serem grossos comigo. Também é importante ressaltar que todas as minhas decisões, o que eu pensava e vivia era de acordo com a minha idade: 11, 12 anos. Dai, veio a separação. Não foi nada amigável, até hoje não é. Com 12 anos me mandaram escolher entre as duas pessoas mais importantes do meu mundo, quando o que eu queria era os dois. No fim das contas, escolhi morar com meu pai porque ele é a calma encarnada em pessoa, e eu sou muito igual minha mãe: sou estourada, teimosa, briguenta, herdei o gênio forte dela; e sabia que duas pessoas iguais não se bicam facilmente. Aliás, creio que esse é um dos motivos pelo qual ela tem uma profunda mágoa comigo e com meu irmão: por não a termos escolhido. Provavelmente se tiver mães que leem meu blog, 99% vão ficar do lado dela, mas espero que 1% possa entender o porque eu escolhi a calmaria em vez da briga.
  A partir da separação, minha vida, composta por cores berrantes e variadas, virou tremendamente desbotada. Tive de mudar de colégio em pleno Ensino Fundamental, e na sétima série entrei no Bom Conselho. Deprimida, sem conhecer absolutamente ninguém e cheia de preconceitos por querer ficar na minha escola pública com meus queridos amigos legais do que numa particular cheia de bundinhas frescas, não fui exatamente social. Como podem imaginar, foi ai que comecei a formar uma pequena bolha de proteção. Naquele ano eu ia por obrigação da justiça ver um psicólogo e falar sobre a separação (como estava me sentindo e coisas do tipo). Cada sessão fazia-me querer muros altos e intransponíveis em volta de mim mesma. Óbvio que quando descobri que não precisava mais ir, matei as consultas até meu pai entender que eu não iria mais.
  Oitava série chegou, mas não pensem que no colégio as coisas viraram um mar de rosas. Neim, continuou a mesma bosta. Mas agora, além de eu ter uma bagagem boa de livros que sempre gostei de ler, também tinha outra cabeça, e por isso minhas amizades com gente mais velha aumentaram. Comecei a notar que as conversas com meus colegas normalmente me entediavam ou os entediavam, porque pensávamos diferente. Enfim, pra pular um pouco, quando chegou a formatura eu disse para meu pai que queria de todo e qualquer jeito sair do Bom Conselho, e finalmente mudei pro Integrado UPF, onde estou fazendo o Ensino Médio. Para matar possível curiosidade, a situação não mudou em relação a amizades. No primeiro ano tive depressão, me recuperei e apesar de toda e qualquer adversidade, ficou melhor levantar de manhã.
    Desculpem-me. Eu encobri o verdadeiro problema aqui. Tinha postado, provavelmente muitas pessoas leram, mas creio que o que eu precisava era tirar pra fora mesmo e não há razão pra ficar aqui.
  Já não sei se quero fazer medicina, enfermagem ou biologia marinha. Tenho um ano inteiro para decidir isso, e creio que já provei a mim mesma que sou capaz, e que não sou quem me disseram que eu era. Sabem, as vezes me pergunto se eu era uma fracassada. Talvez. Mas com certeza, agora, não sou. Agora eu tenho 17 anos (11 meses só para 18 ein!), sou terceiranista, estou planejando as universidades onde vou prestar vestibular e procurando lugares onde eu possa morar sozinha. Sou forte, capaz e corajosa. Sou tão eu como jamais consegui ser. Sou Luana Sbeghen.
  E mãe? Eu te perdoo, assim como espero que me perdoe pelas mágoas que lhe causei sem querer. Depois de um ano e algumas semanas, estou indo te visitar hoje. Provavelmente com as pernas tremendo, coração na mão e uma rota de fuga planejada e revisada, mas estou indo. Está na hora de seguir em frente e deixar o passado para trás.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Dois dias pra lá de movimentados

 Parece que só consigo tempo e vontade (principalmente vontade) pra escrever de madrugada, então, lá vamos nós. Desculpem pelo desaparecimento por dois dias inteiros, mas é que foi um auê durante esse tempo e não deu pra dar um pulo aqui.
 Enfim,  hoje to postando a foto que prometi das minhas vacinas - como podem ver, a única coisa que valeu a pena passar pela put* dor foi o adesivo dos bichinhos... - e também da festa surpresa que fizemos pro gui! Falei dele no post de segunda feira. Ok, ok, vamos do começo: segunda eu estava doida pensando no que fazer pro aniversário desse meu amigo, e veio a ideia: fazer uma festa surpresa! Dito e feito. Comprei algumas coisas, liguei para os amigos e combinei com o pai dele de nos falarmos por facebook a noite - aliás, seu Délcio, você é incrível! hahaha - o qual prontamente concordou e aprimorou a ideia maluca de última hora.
 No grande dia (terça - feira), a tarde fui na casa dele - e devo dizer, é MUITO longe! - fiz o bolo, enchi os balões e deixei tudo meio pronto para as 20h. Saí de lá correndo, peguei - o no trabalho e o levei para minha casa enquanto seu pai ia no mercado comprar as linguiças, pão e etc. Coitado! Esse meu amigo trabalha com photoshop, então fiz ele fazer uma montagem pra lá de demorada no Paint... Deu tempo de eu ir tomar banho, ajeitar meus cabelos e escolher uma roupa. Quando recebi o aval de que meus amigos já estavam na casa dele, disse que iria o levar e pegar um livro dele emprestado... Chegamos lá, e surpresa! Não pode ir todo mundo porque, como disse, foi  muito em cima da hora, mas que nada. Demos muitas risadas, ficamos apreensivos na hora de comer o bolo (porque foi o primeiro bolo que eu fiz em dois anos, depois de todos os que eu havia feito darem errado), mas até agora ninguém morreu, então tá tudo tri hahaha.
 Não postei ontem por dois motivos: passei a tarde inteira pesquisando sobre uma das universidades na qual pretendo tentar cursar Medicina ou Biologia Marinha, e também porque esqueci minha câmera fotográfica na casa do Guilherme, e ficaria muito sem graça ficar só escrevendo sem nada para mostrar pra vocês.
 Enfim, hoje consegui minha câmera de volta (tardiamente descobri que tinha fotos ridículas de mim nela; as quais meu amigo viu e passou a vida rindo) e terminei a pesquisa com minha amiga, temporariamente, sobre essa universidade. De fato, a única coisa de interessante que me ocorreu hoje foi que do nada meu pai decidiu ir no cinema ver The Hobbit, e fui junto. Não é o estilo de filme que sou apaixonada, mas é um que eu curto bastante, e devo dizer que fiquei triste quando vi que o filme não teve um "fim", que deu ponte para uma continuação. Bem, o que esperar de algo que é como Senhor dos Anéis, certo? Para quem não assistiu, recomendo, não vai se arrepender.
 Chega de falar coisas triviais aqui, no próximo post decidi contar para vocês um dos problemas que mais me incomodam, e que pouquíssimas pessoas sabem. Mas, porém, todavia, entretanto, concluí que se não resolver esse, vou ficar parada no mesmo lugar que fiquei em Janeiro de 2012 - no ressentimento (o qual não me levou a lugar algum, diga-se de passagem).

Espero que continuem lendo, beijão!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Picadura dói! hahahaha

  Incrível que quando tu tem o dia livre, não aparece nada: ninguém convida pra sair, não tem telefonemas pra remarcar consulta, não tem que comprar ou fazer qualquer coisa. Agora, pega um dia que tem uma coisinha pra fazer... Pronto! O mundo se lembra que você existe e até Ben Barnes diz que quer tomar um sorvete contigo (ok, não é pra tanto... Mas calcule). Enfim, hoje foi um dia cheio. Inicialmente, eu tinha apenas dentista marcado para as 14:30, dai no fim da consulta meu pai me ligou e disse para eu ir tomar as vacinas (Hepatite A + B e HPV Quadrivalente), e dai lembrei que tinha que comprar várias coisas e por ai foi. Vou te contar, hoje foi o dia que quiseram me deixar acabada: meu dentista apertou mais o fio do meu aparelho, estou com os dentes de baixo beeeeem doloridos, e a enfermeira que fez as vacinas me tranquilizou dizendo que amanhã meus braços vão estar 10x mais doloridos que hoje.. Como só to sentindo desconforto hoje, decidi escrever o máximo que puder aqui no blog pra compensar minha provável ausência amanhã.
  Pra ser sincera, não sabia muito bem como começar o post de hoje. Pensei por um tempinho, não tive ideias e fui encontrar minha amiga para conversar. No meio do caminho encontro meu amigo Guilherme Kurz que tá de aniversário amanhã, e voltando agora para vocês, tenho meu assunto: amizades. Mais especificamente aquelas que perdi, que afastei.
 Tem muitos problemas que vim protelando de 2012 para cá, e creio que o mais fácil de falar seja o das amizades. Desde que entrei no ensino médio, ao contrário do esperado, perdi mais amizades do que as ganhei e grande parte foi porque comecei a namorar no começo do primeiro ano - e pra quem dizia e afirmava que amizades vinham antes de tudo, dei uma grande mancada deixando elas de lado por uma pessoa. Outra parte foi porque também quando comecei o primeiro ano, minha meta era estudar pra caramba porque queria Medicina, e sabia que se começasse a fazer amizades e me desconcentrar nas aulas, iria ir mal. Por essas e outras, não procurei me aproximar dos meus colegas, não tentei ser legal nem agradável, e somando isso ao fato de afastar meus antigos amigos por causa do namoro, acabei praticamente sem amizades. Foi assim meu segundo ano inteiro também, e no fim de 2012, quando terminei o namoro, vi-me totalmente sozinha.
 Agora, aos poucos, estou voltando a falar com meus antigos amigos. Aceitando de cabeça baixa toda vez que os sinto cautelosos comigo, porque eu os afastei primeiro. Mas é assim não é? Como dizem, para se ganhar a confiança de alguém leva-se muito tempo, mas para destruí-la é questão de segundos. Estou também me obrigando a sair mais de casa, porque ao longo desses dois últimos anos fiquei caseira demais. Outro dia fui no centro e fiquei admirada que tantas coisas haviam mudado, e de como fazia tempo que eu não saia, não respirava outros ares. Creio que esse problema com meus amigos está sendo superado bem aos pouquinhos, mas talvez eu esteja conseguindo mostrar a eles que aprendi com meu erro e que não deveria tê-los afastado. Não dá para se viver sozinho, por mais que em certos momentos pareça bom, e preciso dizer, meus amigos são essenciais para mim.
 Minha meta para 2013 é fazer dos meus colegas, amigos. Parece tarde (talvez porque seja mesmo) tentar fazer isso no terceirão, mas se não tentar agora, provável que não tenha outra oportunidade, já que no ano que vem vai cada um para um lado e eu especialmente saio de PF. É isso por hoje galera, valeu pela paciência de quem teve pra ler tudo isso, e até amanhã... Se eu tiver meus braços ainda D:

P.S: Eu ia postar uma foto do meu sofrer, mas perdi a câmera. Se achar, atualizo com a foto, beijão!

domingo, 6 de janeiro de 2013

O começo, a explicação.

 Então decidi voltar a escrever (publicamente) aqui. Há pouco tempo atrás reativei meu blog para que pudesse desabafar sobre coisas que não consigo falar com meus amigos, mas tava tão depressivo, e não conseguia animação pra escrever, que parei. Ontem tava ouvindo a música "Muita calma nessa hora - Leoni" e caramba! Pareceu que alguém tinha pego minha vida, colocado uma melodia e tchanã, saiu essa música. A parte que mais me pegou, foi o refrão: "você vai rir de tudo isso, espera um pouco mais pro fim da história. O tempo passa, tudo muda, muita calma nessa hora!" e pensei: quer saber? Não vou resolver nada só reclamando, minha vida não vai melhorar nem ficar mais feliz e nem mais legal se eu continuar cavando meu buraco. Ironicamente, a solução que encontrei foi fazer um programa de 12 passos, tipo aqueles que fazem pra viciados. Bem tenso mesmo, mas é isso ai.
  Pra explicar melhor, pensei em 12 passos porque vai me consumir o ano inteiro, e esse é (provavelmente) meu último ano em Passo Fundo. Em 2014 todos os vestibulares que irei fazer são fora daqui, e se eu passar, goodbye povo, só volto nas datas comemorativas (não enfarta pai, eu volto mais vezes pra matar a saudade). Quero fazer desse ano o melhor, para compensar a ruindade que foi 2012, e pra que 2014 venha bombando para mim. 
 Foi difícil escolher que caixa abrir o ano, já que as possibilidades eram várias: férias, amigos, terceirão, leituras... Mas ai pensei, se esse é um programa para que eu me conheça melhor, e mais, melhore como pessoa, então não devia começar com trivialidades. Calma gente, não fechem o blog ainda, vai ter sim coisas fúteis, mas não como meu foco principal. 
 Pensei e repensei, e concluí que tinha muitas contas atrasadas de 2012: problemas antigos que estavam me puxando para trás e impedindo-me de viver o agora. E por mais que seja difícil, por mais que eu ache mais fácil simplesmente coloca-los dentro de uma caixa e atirar pro fundo da minha vida, chegou a hora de abrir essa caixa que já está transbordando, e como dizem, "dar destino". 
 Meta para Janeiro: limpar a mente, o coração e a alma das coisas velhas. Começar a viver 2013, deixando 2012 para trás!
Ouvi dizer que a bagunça no quarto é proporcional a bagunça na vida... Fotinho de 2012, vamos ver se esse ano não muda hahaha.